A Estética da Neurodivergência: O Modelo Social da Deficiência e o "Feminismo DIY" em Geek Girl

This publication is included in the Autistic Autism Scholarship Project. one author of this publication is identified as autistic in the project.

About the autistic author marker

Mendonça, S. & Rückert, G. H. (2026). A Estética da Neurodivergência: O Modelo Social da Deficiência e o "Feminismo DIY" em Geek Girl. In Corpos que Escrevem (Re)existência: Literatura como Espaço de Enfrentamento e Afirmação Identitária - Vol. 2 (1st ed., pp. 23-42). Editora Científica Digital. https://doi.org/10.37885/260321378 · ISBN : 9786561552349

Publication date: 1 Jan 2026 Added to AutiHub: 29 Sep 2026 Type: Book chapter Article language: English

This publication is integrated into AutiHub through:

Authors

Publication authors
2
Publication authors identified as autistic
1 / 2 (50.0%)

Abstract

O presente artigo analisa a transposição intermidiática do romance Geek Girl, de Holly Smale (2014), para a série homônima da Netflix (2024), investigando a construção e a representação do autismo feminino na cultura pop. Sob a ótica teórica dos Estudos da Deficiência, da Crítica Feminista e da Teoria da Adaptação, o estudo examina como a neurodivergência da protagonista, Harriet Manners, é traduzida do monólogo interno literário para a performance audiovisual encarnada da atriz autista Emily Carey. A pesquisa mobiliza o conceito de Estética da Neurodivergência para compreender como as escolhas de linguagem cinematográfica e de roteiro externalizam traços como o hiperfoco, a sobrecarga sensorial e o masking (camuflagem social). Problematiza-se, ainda, a adequação da obra aos tropos do gênero teen chick-lit e ao "Feminismo DIY". Conclui-se que, embora a adaptação cometa um deslize ao priorizar a extrema fidelidade ao livro, omitindo o diagnóstico formal e perdendo a chance de atualizar o letramento social da obra para o contexto contemporâneo, a série subverte a tradicional lente patologizante. Ao utilizar a neurodivergência não como um déficit, mas como matriz estética e narrativa, Geek Girl consolida um espaço vital para a celebração da autêntica "alegria autista" na mídia de massa.

Bibliography cited by this reference

Cited references are imported from external metadata sources when they are available. The list may be partial.

No cited bibliography is currently integrated for this reference. This does not necessarily mean that no bibliography exists.